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domingo, 24 de junho de 2018

Objetivo e conteúdo

Para termos um bom planejamento é necessário traçarmos objetivos  sobre o que será trabalhado, saber quais as metas quero alcançar com cada conteúdo e este é um passo importantíssimo para o exito do trabalho. Para Rays (2000):
O como desenvolver o objetivo-conteúdo da matéria de ensino não é tarefa que cabe exclusivamente ao educador. A participação dos educandos, de forma direta e/ ou indireta conforme a situação didática, pode auxiliar o educador no planejamento das atividades de ensino-aprendizagem. Assim, sempre que possível, a participação dos educandos no planejamento desta variável torna-se quase imprescindível, uma vez que são eles os principais interessados na aprendizagem e redescoberta dos objetivos-conteúdos da matéria escolar, como na própria busca de novos objetivos-conteúdos que venham a contribuir com o processo de aprendizagem. 
Mais uma vez, estudos e pesquisas mostram o quanto é importante trabalhar com projetos de aprendizagem, planejar com os alunos faz com que os mesmos se tornem  protagonistas desta aprendizagem, e não somente memorização e repetição.

Avaliação pobre conduz a aprendizagem pobre

Pesquisando sobre avaliação para complementar meus textos de didática achei essa reportagem da revista Veja, onde o escritor Miguel Santos Guerra fala que avaliação pobre leva a aprendizagem pobre, e concordo com ele, se fizermos avaliações de memorização teremos apenas aprendizagens de memorização, a melhor maneira de aprender é fazer questionamentos sobre o que os alunos querem aprender, fazer da sala de aula um lugar de perguntas e compreensões, mais uma vez esse estudo me remete aos projetos de aprendizagens, este é na verdade umas das melhores maneiras em fazer com que os alunos se interessem em aprender e que isso realmente ocorra.

Autor de 63 livros sobre educação, o espanhol Miguel Santos Guerra, de 62 anos, é referência quando o assunto é organização do sistema de ensino e avaliação escolar. Uma de suas principais teses é a de que se a avaliação dos alunos é feita de maneira pobre, a aprendizagem também será comprometida. Para Guerra, as provas não podem servir apenas para mensurar o conteúdo absorvido. Elas devem ser, sobretudo, ferramentas para facilitar a compreensão do conteúdo e melhorar a qualidade do ensino.  Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
Qual é importância pedagógica da avaliação? A avaliação é fundamental, pois determina todo o processo de aprendizagem. O sucesso só é alcançado por meio de avaliações. Se a avaliação é feita de maneira pobre, a aprendizagem também o será. Mas é importante lembrar que avaliação não deve ser somente diagnóstico, e sim uma estratégia para a compreensão e melhoria da qualidade do ensino. Quando bem utilizada, é capaz de tornar os alunos mais competentes, bem como auxiliar os professores a ensinar melhor.
De que forma uma avaliação pobre pode acarretar em uma aprendizagem pobre? Por exemplo: se um professor avaliar o aluno aplicando provas de memorização, o aprendizado também será de memorização. Se a avaliação for feita por meio de testes objetivos, a aprendizagem se encaminhará nesse sentido. Ou seja, para ter êxito nas provas, o aluno vai se esforçar para lembrar-se de fatos, datas e nomes que, na grande maioria das vezes, aparecem descontextualizados. No entanto, se a avaliação consistir na elaboração de projetos e pesquisas, análise de informações e resolução de problemas, todo o aprendizado também será direcionado para esses fins. Em uma sala de aula, diversas habilidades são incitadas nos alunos, tais como memorização, compreensão de fenômenos e fatos, além de estímulo à análise, criação e comparação. É consenso que algumas dessas tarefas exigem mais intelectualmente do que outras. Mas, nas avaliações, quais são as mais cobradas? As de menor potencial intelectual, como a memorização.
Como deve ser uma boa avaliação? A avaliação ideal deve agregar uma série de características. São elas: qualitativa, mais voltada à compreensão do aprendizado dos alunos, do que à sua medição; processual, que não verifica somente os resultados do processo de aprendizagem, mas também os meios utilizados para se chegar a eles; continuada, que é realizada ao longo do processo de ensino e não apenas no final da etapa de aprendizagem; e rica e diversificada, ou seja, que não prioriza tarefas intelectuais pobres, como a memorização. Testes de múltipla escolha devem ser evitados também, já que não permitem ao aluno discutir, analisar ou mesmo expor seu ponto de vista sobre o assunto em questão. A avaliação não pode servir como ferramenta para desanimar ou constranger a escola que obtiver um desempenho ruim. Ao contrário, precisa ser utilizada para incentivá-la a progredir e sanar suas deficiências.
Para mudar o sistema de ensino é preciso primeiro mudanças no sistema de avaliação? Melhorar a avaliação é uma maneira muito interessante de melhorar o ensino e a aprendizagem. Não estou dizendo que é a única, mas é um das mais importantes. O bom uso da avaliação – quando serve para identificar desafios e é apresentada como um mecanismo de transformação e não de controle – auxilia tanto alunos, como professores. No Brasil, o Enem se propõe a avaliar o ensino médio, servir como vestibular de instituições públicas de ensino superior e ainda produzir ranking das escolas. É adequado uma prova de avaliação servir para a comparação de escolas? Não, é uma injustiça. Os rankings de avaliação comparam o que é incomparável, confrontando situações que, de partida, são muito distintas. E nada é mais injusto do que tratar como iguais aqueles que são diferentes. Por exemplo: se eu aplicar uma prova de ingresso e selecionar apenas os melhores estudantes para compor meu quadro discente, posso ter um ótimo desempenho em uma avaliação externa, mas que se deve à seleção dos alunos e não reflete o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola. Por isso, defendo que as instituições invistam também em processos de autoavaliação, para que cada unidade tenha ciência dos seus pontos fortes e problemas. Outro ponto negativo desses rankings é que eles conduzem à competividade e não à melhoria do ensino em si. O objetivo da escola passa a ser o de superar outra instituição e não o de assegurar que cada um de seus alunos tenha a maior evolução possível, levando em conta suas condições. Este tipo de avaliação acaba se convertendo em um fim (ganhar posições em uma escala) e não em um meio para avançar, que é o que buscamos.
Quais são as deficiências das avaliações atuais?Há muita coisa errada, mas em suma posso dizer que o problema encontra-se na concepção do que é avaliação. Ela é comumente vista como um sistema de verificação, comparação, classificação, hierarquização e controle, quando, na verdade, deveria ser um processo de diálogo, entendimento, aprendizagem, melhoria e motivação.
Como corrigir essa visão deturpada? A boa avaliação depende menos de recursos financeiros e mais da capacidade e compromisso dos professores. Não podemos esquecer que a peça fundamental de melhoria do sistema educacional é o professor. Isso faz com que seja decisivo, em primeiro lugar, ter um bom processo de seleção e capacitação desses profissionais. O caminho está nas mãos deles, que precisam repensar suas concepções, atitudes e práticas. Não há uma regra única de como se fazer isso. Nas palestras que dou costumo propor 10 ações para serem adotadas pelos docentes, que refletem a minha visão de como iniciar um processo de melhoria das avaliações. Os três primeiros passos são: questionar constantemente o próprio trabalho, pensando de que maneira ele poderia ser aprimorado; compartilhar as perguntas que faz a si mesmo com os colegas, visto que o objetivo não é melhorar o método de avaliação utilizado por um professor isoladamente, mas o da rede como um todo; depois, pesquisar com rigor respostas para as dúvidas que se tem sobre o processo de diagnóstico dos alunos – não valem ideias baseadas em suposições ou intuições. Os próximos três procedimentos são: compreender o que está sendo feito de errado na sala de aula; decidir que é preciso corrigir tais deficiências; e escrever sobre esse processo de investigação. Creio que fazer relatórios sobre a prática da avaliação ajuda a enxergar a situação com mais clareza e facilita a estruturação de um projeto de mudança. Em seguida, é preciso compartilhar esses relatórios com os colegas de magistério. Espera-se que a leitura do material incite-os a seguir pelo mesmo caminho. As três últimas ações são: estimular a discussão entre os professores sobre o sucesso e fracasso das metodologias pesquisadas; comprometer-se com as mudanças; e, por fim, exigir de si mesmo e dos outros que elas de fato se concretizem. São tarefas que exigem coragem e muita perseverança. A educação de uma criança, é importante frisar, não é responsabilidade apenas da instituição de ensino em que ela está matriculada, é compromisso também dos pais e da sociedade em geral. Somos todos responsáveis.
Fonte:https://veja.abril.com.br/educacao/avaliacao-pobre-conduz-a-aprendizagem-pobre/

Avaliação

Pensar em avaliação não é somente pensar em avaliar o aluno, é também pensar em nos avaliarmos . Para termos um bom resultado na aprendizagem escolar é necessário que primeiro saibamos o que o aluno sabe para a partir daí  começarmos nosso trabalho Segundo Rays (2000): 
A avaliação da aprendizagem escolar está entre os componentes do trabalho pedagógico mais discutidos na atualidade, face à sua relevância para o desenvolvimento e diagnóstico permanente do processo de ensino aprendizagem, com vistas ao seu replanejamento e, conseqüentemente, à sua melhoria. Ao contrário do que pensam os leigos em pedagogia, a principal função da avaliação da aprendizagem não está em classificar o aluno - notas e conceitos - mas em ser um elemento pedagógico preciso que visa contribuir com o trabalho docente, com o desenvolvimento e aprendizagem do educando, subsidiando seu aprimoramento, sua melhoria.
Um fator muito importante na avaliação é que não podemos avaliar o aluno somente em dias de provas ou trabalhos, precisamos avaliar diariamente, pois a cada dia o aluno mostra um avanço frente as atividades realizadas.
Avaliar é importante para sabermos se os métodos utilizados estão dando resultados, se os alunos estão aprendendo e saber onde precisamos mudar para alcançar os objetivos.

Planejamento

Para uma boa aprendizagem da criança o principal é termos um bom planejamento. Primeiro passo é conhecer o aluno, fazer uma avaliação para saber o que cada um sabe, pois cada um tem a sua própria forma de pensar, lidar com as suas coisas sozinho. Não existe uma forma de fazer, cada um tem a sua maneira de fazer o que não quer dizer que a maneira de cada um esteja errada, cada criança tem o seu tempo. Conhecer o que os alunos sabem com certeza  ajuda a entender melhor o porquê que algumas crianças não aprendem. Segundo Rays (2000):

            Planejar, portanto, é antecipar e projetar de modo consciente, organizado e coerente todas  as etapas de uma determinada atividade que visa alcançar certos objetivos que levam a transformações concretas do que se pretende realizar.
         Muitas crianças não aprendem pois não tiveram contato com os livros, histórias, pinturas e que temos que dar essa oportunidade para interagirem com o mundo das letras através das brincadeiras, do lúdico. Ter a leitura deleite diária, o cantinho da leitura na sala de aula é importante para esse contato. Trabalhar com músicas que as crianças gostam também é uma maneira para que a aula se torne prazerosa e que os mesmos se envolvam mais com a aprendizagem.         
Através das avaliações diárias vou desenvolvendo projetos para que a criança  vá se apropriando do sistema de escrita alfabético, como exemplo a sacola da leitura, onde o aluno lê com a família um livro que escolheu na sacola e conta no outro dia para turma, encenações das histórias contada pela professora, textos fatiados e reescritas das histórias com destaque das palavras chaves, diferenciando vogais e consoantes, letra inicial e final das palavras.        
Na matemática para trabalhar sistema de numeração decimal quando faço a sondagem na turma no início do ano letivo trabalho o nome próprio, separamos os nomes pela quantidade de letras. O aluno deve contar quantas letras tem o seu nome e colar na coluna correspondente ao número. Também trabalhamos o gráfico com o número com mais nomes e os com menos nomes. Algumas atividades de matemática que faço com meus alunos é a contagem com tampinhas, palitos de picolé coloridos(pelos alunos), brincadeiras de sapata, árvore da adição, bingo dos números e trilhas com adição e subtração.