domingo, 15 de outubro de 2017

Aluno e a aprendizagem

Após realizar a leitura do texto "Aprendizagem humana: processo de construção"reafirmei ainda mais as aprendizagens ocorridas durante esta caminhada na faculdade, antes acreditava que os alunos eram uma tábua rasa e que tudo aprendiam na escola, mas toda criança tem sua bagagem de conhecimento e deixar com que os alunos mostrem o que sabem e a partir daí construir um novo conhecimento é muito importante. 
Aprendizagem é sim adquirir ou assimilar um novo conhecimento mas não esquecendo ou apagando aquilo que já sabemos, como diz Paulo Freire: “Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada” (Folha de São Paulo, 31.03.97).
Piaget diz que aprender é criar estruturas de assimilação, com o conhecimento que a criança já tem a escola cria novas oportunidades para assimilar novos conhecimentos e assim aprender a cada dia.

domingo, 1 de outubro de 2017

O perigo de uma história única

Olhando o vídeo de "O perigo de uma história única" pude perceber o quanto rotulamos as crianças ou os lugares mesmo sem sabermos a história completa como diz a palestrante Chimamanda Adichie "A única história cria estereótipos e o problema com estereótipos, não que eles sejam mentiras e sim incompletos. Eles fazem uma história tornar-se a única história." Por isso a importância de conhecermos todos os lados, tentar entender o aluno para que haja um equilíbrio de histórias, e dessa maneira um trabalho melhor.
Devemos começar uma história diferente para termos um resultado diferente, isso também vale para as leituras realizadas em sala de aula, se lermos para nossos alunos só histórias com crianças brancas de olhos azuis, com famílias perfeitas estamos omitindo as outras realidades que também são felizes, mas não como os contos de fada de antigamente. 
Para haver inclusão devemos contar outras histórias com crianças surdas, cegas, com deficiências físicas, para que estas histórias também mostrem o seu lado, como fala a palestrante "Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar ou pessoa, nós conquistamos um tipo de paraíso." 
Este é um repost do 3° semestre, pois este vídeo apareceu novamente e o quanto ele é interessante, desta vez falando sobre questões étnico-raciais, um outro olhar, mas sempre querendo incluir, falando da diversidade, da importância de se conhecer todos os lados, todas as histórias e aceitar a maneira e o ser de cada um.

Trabalhando a diversidade


Esta foi uma prática de grande importância que realizei com meus alunos, temos em nossa turma dois alunos com laudo e o quanto foi e ainda é difícil inserí-los, por isso fiz este projeto para trabalhar as raças e  as diferenças de cada um.

O objetivo principal desta atividade com o livro “Menina bonita do laço de fita” foi porque os alunos vivem pedindo: - Quem tem cor de pele para me emprestar? E eu questiono, qual é a cor da pele que você quer? Pois para eles a única cor de pele que existe é a bem clarinha, nem os negros pintam seus desenhos com a sua cor. Foi muito bom trabalhar com eles, mas percebi que muito ainda precisa ser feito, pois as crianças continuam insistindo em usar cores claras para pintar os desenhos e vejo que não é só na minha turma deste ano, sempre é assim, precisamos trabalhar as raças desde a educação infantil para mudarmos esses conceitos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Diversidade

Nesta semana iniciamos o VI semestre e o tema geral do mesmo será a diversidade, pensando na diversidade lembro da minha turma de 1° ano e no quanto os meus pequenos são diferentes e especiais.
São diferentes pela maneira que se expressam, pela maneira que aprendem, pelo jeitinho que cada um mostra a alegria de estar na escola, claro que nem todo o tempo é só alegria e são nestes momentos de conflitos que percebemos a importância de aceitar as diferenças de cada um e a respeitar a opinião do colega. Trabalhar a diversidade desde a infância é muito importante para termos um mundo sem preconceito, respeitando a  identidade de cada ser.
A cada dia percebo que a turma fica mais entrosada e harmoniosa, e que cada um tenta ajudar da sua maneira. Acredito que está turma, até hoje na minha carreira, está sendo umas das mais difíceis de trabalhar, mas sei que estamos aprendendo muito com as diferenças de cada um.

domingo, 16 de julho de 2017

Conselho Escolar - Processos Coletivos e Participativos

Uma escola democrática implica no fortalecimento do exercício da Cidadania.
O Conselho Escolar é um dos mecanismos presentes na escola, que contribuem para a efetivação da democracia nas unidades de ensino. Este modelo de gestão implica novos modelos de organização, baseados em uma dinâmica que favoreça os processos coletivos e participativos de decisão.
É fator determinante para uma efetiva atuação do Conselho Escolar que este seja participativo e transparente em suas ações e procedimentos. Não basta a simples junção de pessoas para se dizer que existe um Conselho Escolar. Ele cria vida e movimento quando existe um processo sistêmico e orgânico, favorecendo o desenvolvimento integral da comunidade escolar, através da participação integral de seus membros.
Os Conselhos Escolares que buscamos são atuantes, com cidadãos críticos e conscientes, que fortaleçam a autonomia da escola.
A democratização da gestão escolar implica o aprendizado e a vivência do exercício de participação e tomadas de decisões. Trata-se de um processo a ser construído coletivamente e que deve considerar a especificidade e as condições sócio-históricas de cada escola, município e região.
O processo de participação não se efetiva por decreto, portarias ou resoluções, mas é, acima de tudo, resultante das concepções de gestão, participação e de condições objetivas para o trabalho coletivo.
O Conselho Escolar é um organismo colegiado composto pela representação de estudantes, pais, professores e servidores, eleitos em pleito específico, tendo o(a) diretor(a) da escola como membro nato.
O Conselho Escolar mobiliza, opina, decide e acompanha a vida pedagógica, administrativa e financeira da escola, exercendo o controle social da educação e desempenhando as seguintes funções: normativa, consultiva, deliberativa, fiscalizadora, mobilizadora e de unidade executora.
Sendo assim, a participação efetiva da comunidade escolar na gestão pedagógica, administrativa e financeira fortalece o Conselho Escolar e legitima a gestão democrática da escola.
Fonte: http://servicos.educacao.rs.gov.br/pse/html/conselhos_escolares.jsp?ACAO=acao1

Rede de aprendizagens

Os mapas conceituais e os projetos pedagógicos em ação resultam numa rede de aprendizagens, e o quanto é importante essa rede para o compartilhamento das aprendizagens.
 “Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros para fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a partilha dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais feliz. Feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e janelas para a sala de aula. Onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa, mas, sim, uma aventura” (RAMAL, 2000, p. 2)
 Derrubando esses muros e criando teias para a aprendizagem com certeza conseguiremos resultados positivos em relação aos alunos. 

Fonte:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000017103.pdf

Professor reflexivo

Ser reflexivo é pensar, o professor sendo pensante busca o melhor para seus alunos, uma maneira de introduzir as aprendizagens, e como diz o texto o professor reflexivo se coloca no lugar dos alunos e assim busca o melhor, entendendo o que está dando certo ou não com a turma, temos que olhar além da sala de aulaSegundo Alarcão, p.3:
"Aceita-se o sujeito em formação, quer ele seja o professor ou o aluno, como pessoa que pensa, e dá-se-Ihe o direito de construir o seu saber. Valoriza-se a experiência como fonte de aprendizagem, a metacognição como processo de conhecer o próprio modo de conhecer e a metacomunicação como processo de avaliar a capacidade de interagir. Reconhece-se a capacidade de tomar em mãos a própria gestão da aprendizagem."
          Através do nosso curso, com as interdisciplinas percebo que passei a ser mais reflexiva, pois percebo a hora de trocar, se estou no caminho certo e se entendo que não aprendo com meus erros e tento buscar sempre o melhor.