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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O que é Epistemologia Genética?

A Epistemologia Genética foi criada pelo biólogo suíço Jean Piaget (1896- 1980). Desde muito jovem, Piaget interessou-se em entender como surge o conhecimento humano e, para responder às suas questões, acabou criando uma das mais ricas teorias psicológicas que explicam a aprendizagem e o desenvolvimento humanos. 
Para a Epistemologia Genética, o conhecimento não vem pronto com a pessoa nem é imposto pelo meio. Essa teoria estuda a gênese das estruturas cognitivas, explicando-a pela construção individual mediante a interação radical entre sujeito e objeto , entre as condições internas do sujeito e as condições do meio físico e social. A Epistemologia Genética é considerada uma teoria interacionista, ou seja, é uma teoria que não prioriza nem as condições internas, nem as externas, na construção do conhecimento.
 Quando começou a se interessar pela explicação da origem do conhecimento, Piaget percebeu que teria que acompanhar o desenvolvimento da inteligência na criança, desde o seu nascimento
O método clínico piagetiano, que tem como objetivo verificar as estruturas do pensamento do sujeito.
A Epistemologia Genética de Jean Piaget diz que o conhecimento não se origina por pressão do meio, o que caracteriza o empirismo, nem por estruturas pré- determinadas, o que caracteriza o apriorismo. Para Piaget, a gênese das estruturas cognitivas é explicada pela construção – daí construtivismo – mediante interação radical entre sujeito e objeto. 
 A construção das estruturas cognitivas resulta de um processo permanente de síntese e não de uma justaposição ou soma da pressão do meio e da maturação de estruturas pré-determinadas. Convém lembrar o que diz Becker (2001, p.72): “Construtivismo não é uma prática, ou um método; não é uma técnica de ensino nem uma forma de aprendizagem; não é um projeto escolar; é, sim, uma teoria que permite (re)interpretar todas essas coisas”. 
Para Piaget (1976, p. 37), a construção de estruturas cognitivas só é possível por meio da ação, transformação e estabelecimento de relações, pois, “conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo, apreendendo os mecanismos dessa transformação, 6 vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é, pois, assimilar o real às estruturas de transformações”.
 As novidades só podem ser assimiladas se houver estruturas de assimilação, que, por sua vez, já foram construídas. Logo, quanto mais se constroem estruturas de assimilação mais se abrem possibilidades para aprender. E quanto mais se aprende, mais possibilidades para construir estruturas de assimilação, o que garante condições para novas assimilações.
A aprendizagem só ocorre porque as estruturas já construídas até o momento o permitem.
 Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras. 
Retirei este resumo do texto "EPISTEMOLOGIA GENÉTICA" de  Tania Beatriz Iwaszko Marques, para nós professores é muito importante sabermos mais sobre a epistemologia genética, pois com este método levamos nosso aluno a pensar mais, e o conhecimento se da através da assimilação de um conhecimento sobre o outro, um conhecimento já existente nos leva a outro, fazer com que o aluno questione e pense sobre a aprendizagem leva-o a outro conhecimento. 

Como o professor pode ajudar o aluno a construir o conhecimento?

Um questionamento muito importante, que todo professor faz durante seus planejamentos é como ajudar seus alunos a aprenderem? No texto  "EPISTEMOLOGIA GENÉTICA" de Tania Beatriz Iwaszko Marques explica esse questionamento, mas de que maneira o professor pode ajudar o aluno a construir conhecimento? Auxiliando o processo de ação, fazendo interrogações, oferecendo oportunidades para pensar, auxiliando a estabelecer relações entre as coisas novas que se oferecem e os conhecimentos que já possui. Principalmente, transformando em pergunta algo que tendemos a expor. O esforço de responder é um momento ativo, que leva a construções. Para Becker e Marques (2001, p.61): 
[...] não adianta continuar insistindo em perguntar o que a criança ou o adolescente já sabe, porque isso não desafia, antes aborrece, além de dar a sensação de que não se está sendo desafiado porque se é incapaz. Tampouco adianta perguntar o que está muito além de sua capacidade. Se isso acontece com freqüência, ao invés de ser sentido como desafio, pode produzir uma frustração exagerada, a qual acarreta um sentimento de incapacidade.
 Podemos dizer que o grande desafio do educador, amparado pelas contribuições teóricas da Epistemologia Genética, é formular perguntas capazes de gerar as perturbações necessárias para provocar o interesse do aluno. Essas perguntas, quando fiz a entrevista clínica, percebi como induzimos as crianças na resposta, temos que fazer esse questionamento de maneira que provoque a curiosidade e que não induza a resposta, a tarefa não é fácil, mas com estudos chegamos lá.

Trabalhos em grupo

Fazendo a leitura do texto "EPISTEMOLOGIA GENÉTICA" da professora Tania Beatriz Iwaszko Marques retirei um trecho que me levou a pensar nas atividades realizadas com meus alunos: 
Piaget enfatizava a importância da utilização dos métodos ativos, entre os quais salienta os trabalhos em grupos, para os quais é necessário coordenar diferentes pontos de vista, exigindo que o sujeito coloque-se no lugar dos outros. Eis as vantagens da atividade em grupo para o desenvolvimento intelectual: conhecer os outros ajuda a nos conhecermos; ao realizarmos tarefas conjuntas tendemos à objetividade; o trabalho conjunto fornece regras para o pensamento.
Neste trecho Piaget fala da importância dos trabalhos em grupo, sempre gostei de trabalhar em grupo com meus alunos, principalmente na turma de primeiro ano, o trabalho em grupo beneficia em todos os sentidos, na socialização, na aprendizagem, na organização. A turma que trabalha em grupo fica mais entrosada, mais cooperativa, o aluno que sabe mais sobre a atividade em questão ajuda os que não sabem e nessa troca todos aprendem. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Método Clínico Piagetino

O método clínico piagetiano é uma forma de auxiliar na aprendizagem do aluno e na avaliação do mesmo. Através dos questionamentos que vão sendo feitos ampliamos e complementamos as perguntas de acordo com as respostas dos entrevistados e assim obtemos uma melhor interpretação do que vão dizendo. De acordo com Piaget (1926, p.11) : 
“Saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar”.  

Quando fizemos uma entrevista clínica e  todas as respostas são dadas espontaneamente, sem a criança pensar em responder, ou sem a intervenção de algum adulto, essas respostas são as de maior valor e as que nos interessam conhecer, pois conseguimos avaliar o desenvolvimento e promover a aprendizagem. 

domingo, 15 de outubro de 2017

Aluno e a aprendizagem

Após realizar a leitura do texto "Aprendizagem humana: processo de construção"reafirmei ainda mais as aprendizagens ocorridas durante esta caminhada na faculdade, antes acreditava que os alunos eram uma tábua rasa e que tudo aprendiam na escola, mas toda criança tem sua bagagem de conhecimento e deixar com que os alunos mostrem o que sabem e a partir daí construir um novo conhecimento é muito importante. 
Aprendizagem é sim adquirir ou assimilar um novo conhecimento mas não esquecendo ou apagando aquilo que já sabemos, como diz Paulo Freire: “Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada” (Folha de São Paulo, 31.03.97).
Piaget diz que aprender é criar estruturas de assimilação, com o conhecimento que a criança já tem a escola cria novas oportunidades para assimilar novos conhecimentos e assim aprender a cada dia.