domingo, 24 de junho de 2018

Modalidade de ensino

Na segunda aula de EJA com o professor Evandro falamos muito sobre a modalidade de ensino, mas o que é modalidade de ensino? Classificação dada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, a determinadas formas de educação que podem localizar-se nos diferentes níveis da educação escolar (educação básica e educação superior).
Também quer dizer um outro modo de ensino, pois trabalhar com o EJA é muito diferente de trabalhar com crianças. Com a observação feita para o trabalho percebi que as aulas precisam chamar a atenção dos alunos, pois a maioria está cansado do trabalho e que o professor precisa estimular muito seus alunos, pois muitos desistem logo no primeiro mes. 
A aula observado foi de matemática e numa conversa informal com os alunos os mesmos relataram que gostavam muito deste professor, que ele conseguia fazer com que prestassem atenção e que gostavam muito das aulas dele. Os alunos expressavam suas dúvidas conversando livremente com o professor.
Penso que devemos estimular sempre nossos alunos, não somente no EJA, mas em todas as etapas, pois muitas vezes esses alunos que vão para o EJA são justamente aqueles que não foram estimulados e muito menos as aulas foram criativas para que aguçassem a curiosidade dos alunos.

MOVA

Na primeira aula de Educação de jovens e adultos o professor Evandro nos questionou sobre quem já trabalhou no EJA, e esse questionamento me remeteu ao início da minha carreira como professora.
Após meu estágio no magistério meu primeiro trabalho foi no MOVA (Movimento de Alfabetização), dava aula na escola sozinha, somente com a chave da sala de aula e de um banheiro, a aula acontecia 3 vezes por semana e durava 3 horas. Tinha poucos alunos e estes levavam seus filhos pois não tinham com quem deixar. 
Confesso que este início de carreira foi difícil, por ser muito nova ficava com medo de estar na escola sozinha até os alunos chegarem, tinha que fazer várias aulas para os níveis de aprendizagens dos alunos e ainda atividades para os filhos deles para que os mesmos conseguissem se concentrar nas aulas
Neste projeto fiquei um ano, e foi muito gratificante, pois nem todos conseguiram concluir, mas aos que chegaram ao fim foi maravilhoso vê-los escrever os nomes e cartas para os parentes.

Avaliação pobre conduz a aprendizagem pobre

Pesquisando sobre avaliação para complementar meus textos de didática achei essa reportagem da revista Veja, onde o escritor Miguel Santos Guerra fala que avaliação pobre leva a aprendizagem pobre, e concordo com ele, se fizermos avaliações de memorização teremos apenas aprendizagens de memorização, a melhor maneira de aprender é fazer questionamentos sobre o que os alunos querem aprender, fazer da sala de aula um lugar de perguntas e compreensões, mais uma vez esse estudo me remete aos projetos de aprendizagens, este é na verdade umas das melhores maneiras em fazer com que os alunos se interessem em aprender e que isso realmente ocorra.

Autor de 63 livros sobre educação, o espanhol Miguel Santos Guerra, de 62 anos, é referência quando o assunto é organização do sistema de ensino e avaliação escolar. Uma de suas principais teses é a de que se a avaliação dos alunos é feita de maneira pobre, a aprendizagem também será comprometida. Para Guerra, as provas não podem servir apenas para mensurar o conteúdo absorvido. Elas devem ser, sobretudo, ferramentas para facilitar a compreensão do conteúdo e melhorar a qualidade do ensino.  Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
Qual é importância pedagógica da avaliação? A avaliação é fundamental, pois determina todo o processo de aprendizagem. O sucesso só é alcançado por meio de avaliações. Se a avaliação é feita de maneira pobre, a aprendizagem também o será. Mas é importante lembrar que avaliação não deve ser somente diagnóstico, e sim uma estratégia para a compreensão e melhoria da qualidade do ensino. Quando bem utilizada, é capaz de tornar os alunos mais competentes, bem como auxiliar os professores a ensinar melhor.
De que forma uma avaliação pobre pode acarretar em uma aprendizagem pobre? Por exemplo: se um professor avaliar o aluno aplicando provas de memorização, o aprendizado também será de memorização. Se a avaliação for feita por meio de testes objetivos, a aprendizagem se encaminhará nesse sentido. Ou seja, para ter êxito nas provas, o aluno vai se esforçar para lembrar-se de fatos, datas e nomes que, na grande maioria das vezes, aparecem descontextualizados. No entanto, se a avaliação consistir na elaboração de projetos e pesquisas, análise de informações e resolução de problemas, todo o aprendizado também será direcionado para esses fins. Em uma sala de aula, diversas habilidades são incitadas nos alunos, tais como memorização, compreensão de fenômenos e fatos, além de estímulo à análise, criação e comparação. É consenso que algumas dessas tarefas exigem mais intelectualmente do que outras. Mas, nas avaliações, quais são as mais cobradas? As de menor potencial intelectual, como a memorização.
Como deve ser uma boa avaliação? A avaliação ideal deve agregar uma série de características. São elas: qualitativa, mais voltada à compreensão do aprendizado dos alunos, do que à sua medição; processual, que não verifica somente os resultados do processo de aprendizagem, mas também os meios utilizados para se chegar a eles; continuada, que é realizada ao longo do processo de ensino e não apenas no final da etapa de aprendizagem; e rica e diversificada, ou seja, que não prioriza tarefas intelectuais pobres, como a memorização. Testes de múltipla escolha devem ser evitados também, já que não permitem ao aluno discutir, analisar ou mesmo expor seu ponto de vista sobre o assunto em questão. A avaliação não pode servir como ferramenta para desanimar ou constranger a escola que obtiver um desempenho ruim. Ao contrário, precisa ser utilizada para incentivá-la a progredir e sanar suas deficiências.
Para mudar o sistema de ensino é preciso primeiro mudanças no sistema de avaliação? Melhorar a avaliação é uma maneira muito interessante de melhorar o ensino e a aprendizagem. Não estou dizendo que é a única, mas é um das mais importantes. O bom uso da avaliação – quando serve para identificar desafios e é apresentada como um mecanismo de transformação e não de controle – auxilia tanto alunos, como professores. No Brasil, o Enem se propõe a avaliar o ensino médio, servir como vestibular de instituições públicas de ensino superior e ainda produzir ranking das escolas. É adequado uma prova de avaliação servir para a comparação de escolas? Não, é uma injustiça. Os rankings de avaliação comparam o que é incomparável, confrontando situações que, de partida, são muito distintas. E nada é mais injusto do que tratar como iguais aqueles que são diferentes. Por exemplo: se eu aplicar uma prova de ingresso e selecionar apenas os melhores estudantes para compor meu quadro discente, posso ter um ótimo desempenho em uma avaliação externa, mas que se deve à seleção dos alunos e não reflete o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola. Por isso, defendo que as instituições invistam também em processos de autoavaliação, para que cada unidade tenha ciência dos seus pontos fortes e problemas. Outro ponto negativo desses rankings é que eles conduzem à competividade e não à melhoria do ensino em si. O objetivo da escola passa a ser o de superar outra instituição e não o de assegurar que cada um de seus alunos tenha a maior evolução possível, levando em conta suas condições. Este tipo de avaliação acaba se convertendo em um fim (ganhar posições em uma escala) e não em um meio para avançar, que é o que buscamos.
Quais são as deficiências das avaliações atuais?Há muita coisa errada, mas em suma posso dizer que o problema encontra-se na concepção do que é avaliação. Ela é comumente vista como um sistema de verificação, comparação, classificação, hierarquização e controle, quando, na verdade, deveria ser um processo de diálogo, entendimento, aprendizagem, melhoria e motivação.
Como corrigir essa visão deturpada? A boa avaliação depende menos de recursos financeiros e mais da capacidade e compromisso dos professores. Não podemos esquecer que a peça fundamental de melhoria do sistema educacional é o professor. Isso faz com que seja decisivo, em primeiro lugar, ter um bom processo de seleção e capacitação desses profissionais. O caminho está nas mãos deles, que precisam repensar suas concepções, atitudes e práticas. Não há uma regra única de como se fazer isso. Nas palestras que dou costumo propor 10 ações para serem adotadas pelos docentes, que refletem a minha visão de como iniciar um processo de melhoria das avaliações. Os três primeiros passos são: questionar constantemente o próprio trabalho, pensando de que maneira ele poderia ser aprimorado; compartilhar as perguntas que faz a si mesmo com os colegas, visto que o objetivo não é melhorar o método de avaliação utilizado por um professor isoladamente, mas o da rede como um todo; depois, pesquisar com rigor respostas para as dúvidas que se tem sobre o processo de diagnóstico dos alunos – não valem ideias baseadas em suposições ou intuições. Os próximos três procedimentos são: compreender o que está sendo feito de errado na sala de aula; decidir que é preciso corrigir tais deficiências; e escrever sobre esse processo de investigação. Creio que fazer relatórios sobre a prática da avaliação ajuda a enxergar a situação com mais clareza e facilita a estruturação de um projeto de mudança. Em seguida, é preciso compartilhar esses relatórios com os colegas de magistério. Espera-se que a leitura do material incite-os a seguir pelo mesmo caminho. As três últimas ações são: estimular a discussão entre os professores sobre o sucesso e fracasso das metodologias pesquisadas; comprometer-se com as mudanças; e, por fim, exigir de si mesmo e dos outros que elas de fato se concretizem. São tarefas que exigem coragem e muita perseverança. A educação de uma criança, é importante frisar, não é responsabilidade apenas da instituição de ensino em que ela está matriculada, é compromisso também dos pais e da sociedade em geral. Somos todos responsáveis.
Fonte:https://veja.abril.com.br/educacao/avaliacao-pobre-conduz-a-aprendizagem-pobre/

Avaliação

Pensar em avaliação não é somente pensar em avaliar o aluno, é também pensar em nos avaliarmos . Para termos um bom resultado na aprendizagem escolar é necessário que primeiro saibamos o que o aluno sabe para a partir daí  começarmos nosso trabalho Segundo Rays (2000): 
A avaliação da aprendizagem escolar está entre os componentes do trabalho pedagógico mais discutidos na atualidade, face à sua relevância para o desenvolvimento e diagnóstico permanente do processo de ensino aprendizagem, com vistas ao seu replanejamento e, conseqüentemente, à sua melhoria. Ao contrário do que pensam os leigos em pedagogia, a principal função da avaliação da aprendizagem não está em classificar o aluno - notas e conceitos - mas em ser um elemento pedagógico preciso que visa contribuir com o trabalho docente, com o desenvolvimento e aprendizagem do educando, subsidiando seu aprimoramento, sua melhoria.
Um fator muito importante na avaliação é que não podemos avaliar o aluno somente em dias de provas ou trabalhos, precisamos avaliar diariamente, pois a cada dia o aluno mostra um avanço frente as atividades realizadas.
Avaliar é importante para sabermos se os métodos utilizados estão dando resultados, se os alunos estão aprendendo e saber onde precisamos mudar para alcançar os objetivos.

Planejamento

Para uma boa aprendizagem da criança o principal é termos um bom planejamento. Primeiro passo é conhecer o aluno, fazer uma avaliação para saber o que cada um sabe, pois cada um tem a sua própria forma de pensar, lidar com as suas coisas sozinho. Não existe uma forma de fazer, cada um tem a sua maneira de fazer o que não quer dizer que a maneira de cada um esteja errada, cada criança tem o seu tempo. Conhecer o que os alunos sabem com certeza  ajuda a entender melhor o porquê que algumas crianças não aprendem. Segundo Rays (2000):

            Planejar, portanto, é antecipar e projetar de modo consciente, organizado e coerente todas  as etapas de uma determinada atividade que visa alcançar certos objetivos que levam a transformações concretas do que se pretende realizar.
         Muitas crianças não aprendem pois não tiveram contato com os livros, histórias, pinturas e que temos que dar essa oportunidade para interagirem com o mundo das letras através das brincadeiras, do lúdico. Ter a leitura deleite diária, o cantinho da leitura na sala de aula é importante para esse contato. Trabalhar com músicas que as crianças gostam também é uma maneira para que a aula se torne prazerosa e que os mesmos se envolvam mais com a aprendizagem.         
Através das avaliações diárias vou desenvolvendo projetos para que a criança  vá se apropriando do sistema de escrita alfabético, como exemplo a sacola da leitura, onde o aluno lê com a família um livro que escolheu na sacola e conta no outro dia para turma, encenações das histórias contada pela professora, textos fatiados e reescritas das histórias com destaque das palavras chaves, diferenciando vogais e consoantes, letra inicial e final das palavras.        
Na matemática para trabalhar sistema de numeração decimal quando faço a sondagem na turma no início do ano letivo trabalho o nome próprio, separamos os nomes pela quantidade de letras. O aluno deve contar quantas letras tem o seu nome e colar na coluna correspondente ao número. Também trabalhamos o gráfico com o número com mais nomes e os com menos nomes. Algumas atividades de matemática que faço com meus alunos é a contagem com tampinhas, palitos de picolé coloridos(pelos alunos), brincadeiras de sapata, árvore da adição, bingo dos números e trilhas com adição e subtração. 

domingo, 17 de junho de 2018

Jogos do Brasil

Hoje dia de jogo do Brasil pela Copa do Mundo me fez lembrar sobre a última semana de trabalho na escola, muitos colegas falando que não iriam assistir aos jogos e ainda incentivar os alunos para que não assistam também, nessa conversa questionei o porquê dessa atitude e me responderam que não tem como torcer pelo time com a roubalheira e todos os acontecimentos do nosso país.
Eu como professora e cidadã brasileira já penso completamente ao contrário, pois como vou dizer para meus alunos não assistirem aos jogos e não torcer pelo nosso Brasil, é a mesma coisa que dizer vire as costas para o país e deixe tudo para trás. Meu dever como professora é formar cidadãos críticos que lutem por seus ideais, não que não torçam pelo nosso país. O futebol é a alegria de muitas crianças e vou incentivá-los a não ficar feliz com os jogos???? Eu vou incentivar meus alunos a lutarem por seus sonhos, por um Brasil melhor, sem corrupção, que sejam críticos e não aceitem as imposições de qualquer um, que lutem por um país feliz como no futebol.
Pedir para as crianças não assistirem aos jogos é como pedir que alguns desistam do sonho de ser como o Neymar e assim estou destruindo seus pensamentos e não ensinando a lutar por eles.
Para um país melhor temos que formar cidadãos pensantes e com opiniões para enfrentar os problemas e não virar as costas para eles.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Pensando no TCC parte 2

Fui questionada pela tutora Simone sobre quais as aprendizagens ocorridas neste VII semestre, e que ainda não era tempo de pensar no TCC pois ainda tinham outras atividades deste semestre e o estágio para depois pensar no trabalho de conclusão e eu respondo que não estou errada em pensar, pois acredito que o PEAD é uma construção contínua e vou utilizar todas as aprendizagens, não somente no meu estágio como já utilizei outra maneiras de trabalhar com meus alunos.
Pensar no TCC é falar sobre as práticas aplicadas durante esta caminhada e saber que deu certo, pensar no TCC é saber que você está concluindo uma fase muito esperada na sua vida, pensar no TCC é saber que valeu a pena deixar de curtir a família para fazer trabalhos e pensar em práticas para aplicar as aprendizagens ocorridas.
Sempre é importante pensar no que se aprendeu e no que vamos aprender, mas é importantíssimo aplicar essas aprendizagens e saber como falar delas no trabalho de conclusão.