Mostrando postagens com marcador Educação de jovens e adultos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação de jovens e adultos. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de junho de 2018

Alunos do EJA!

Quais as características mais marcantes dos estudantes da EJA?
No primeiro grupo de estudantes percebo que são marcados pelo mundo moderno. São ligados à mídia, moda. São ciborgues. Transgridem o padrão cultural. Por isso entram em choque com a cultura da escola, que é muito tradicional, apesar das tentativas de mudança (Escola Plural, por exemplo). Gostam de estar na escola mas não de estar na sala de aula.
No segundo grupo de estudantes percebo que são, em sua grande maioria, migrantes do meio rural ou de pequenas cidades. Eles sempre manifestam que querem estudar para resgatar o "tempo perdido". Este tempo está associado a uma escola tradicional conteudista, moralista. Gostam da escola e da sala de aula. Quando a rotina da sala de aula é quebrada através de projetos, palestras, filmes, eles acham que "não é aula" e que estão perdendo tempo. Saliento que existe uma pequena porção de estudantes que são mais flexíveis.

Falando sobre a maioria dos alunos do EJA nessa entrevista não foi o que percebi na observação feita para o trabalho do professor Evandro, aqui o professor diz que a maioria dos alunos não gosta de aulas diferenciadas e na conversa com alunos nos dias que frequentei as aulas percebi ao contrário, os alunos gostam do diferente, do novo, gostam de falar sobre o que querem e como aprender. Penso, será que estes alunos não querem mudança? Ou é este professor que não quer mudar? Fica no ar duas perguntas que precisam ser respondidas, e esse questionamento deve ser feito por todos os professores, me questionar é uma forma de avaliar o meu trabalho e poder entender o que é melhor para a aprendizagem significativa dos alunos.
Fonte:http://paulofreirefae.blogspot.com/2010/06/nome-alexandro-giovani.html

EJA

Quem são os alunos do EJA? Podemos destacar dois conjuntos:
O primeiro é formado por jovens estudantes (14 aos 18 anos) que são oriundos de outras escolas e que foram retidos no último ano do Ensino Fundamental. Percebo certo padrão nas estruturas familiares destes estudantes: a maioria criada pela mãe sem a participação do pai ou ainda pelos avós. A mãe quase sempre está trabalhando, pouco participando da vida escolar do estudante. Existe uma grande quantidade de pais que têm envolvimento com vícios ou com delitos. Chamou a minha atenção a grande quantidade de estudantes do sexo masculino (cerca de 80%) em relação às estudantes do sexo feminino.
O segundo é formado por estudantes que não tiveram possibilidades de estudar ou continuar a estudar por uma série de motivos: trabalho, fracasso escolar, dificuldade de acesso à escola. Há o discurso entre estes estudantes de que a formação escolar no passado não tinha importância para o que faziam no seu tempo. Hoje, com a modernidade, percebem que a escolarização é muito importante. Chamou a minha atenção a grande quantidade de estudantes do sexo feminino (cerca de 70%) em relação aos estudantes do sexo masculino.
Com esta entrevista percebi que muitos alunos do sexo masculino vão para o EJA por já estarem marginalizados, com famílias desestruturadas e a escola de ensino fundamental não quer mais esse aluno e praticamente o obriga a frequentar o EJA. Vejo isso muitas vezes acontecer na escola em que trabalho, para se livrar do problema passam estes alunos para outra modalidade de ensino.
Fonte:http://paulofreirefae.blogspot.com/2010/06/nome-alexandro-giovani.html

Modalidade de ensino

Na segunda aula de EJA com o professor Evandro falamos muito sobre a modalidade de ensino, mas o que é modalidade de ensino? Classificação dada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, a determinadas formas de educação que podem localizar-se nos diferentes níveis da educação escolar (educação básica e educação superior).
Também quer dizer um outro modo de ensino, pois trabalhar com o EJA é muito diferente de trabalhar com crianças. Com a observação feita para o trabalho percebi que as aulas precisam chamar a atenção dos alunos, pois a maioria está cansado do trabalho e que o professor precisa estimular muito seus alunos, pois muitos desistem logo no primeiro mes. 
A aula observado foi de matemática e numa conversa informal com os alunos os mesmos relataram que gostavam muito deste professor, que ele conseguia fazer com que prestassem atenção e que gostavam muito das aulas dele. Os alunos expressavam suas dúvidas conversando livremente com o professor.
Penso que devemos estimular sempre nossos alunos, não somente no EJA, mas em todas as etapas, pois muitas vezes esses alunos que vão para o EJA são justamente aqueles que não foram estimulados e muito menos as aulas foram criativas para que aguçassem a curiosidade dos alunos.