segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Filosofando a diversidade

Ao ler o texto de Maria Elly Herz Genro e Célia Elizabete Caregnato “Educação na e para a diversidade: nexos necessários” retirei este  trecho que fala da diversidade e da grande importância que a escola tem e falar sobre as diferenças:

A escola e seus profissionais têm o compromisso ético de colocar em debate as diferenças, os assuntos e as abordagens contemporâneas, tendo em vista o fato de trabalharem com a formação do indivíduo para o convívio social. Além disso, a escola indica, em tese, a possibilidade de mobilidade social. Não se convive razoavelmente em sociedade nem se avança de forma digna no lugar social que se ocupa se não houver fortalecimento das relações sociais democráticas, que valorizem as pessoas e grupos sociais na sua diversidade. 

E foi essa valorização que busquei trabalhar, temos que nos aceitar e aceitar os outros com suas diferenças e introduzir os temas da diversidade na prática pedagógica para enfrentar preconceitos que estão enraizados na sociedade e na escola.
Para  Genro e Caregnato o exercício da crítica remete à nossa condição de sujeitos em ação na sociedade, e ela pode ser visualizada do ponto de vista individual e coletivo. Precisamos ensinar nossos alunos a pensar para realmente por em prática essa ação que as autoras falam, pois sendo críticos conseguimos respostas para enfrentar os preconceitos e todas as questões que envolvem a sociedade.

Precisamos fazer da sala de aula, da escola um lugar de diálogo, de questionamento e também de respostas para que realmente possamos entender a particularidade de cada um e buscar uma sociedade ética, com voz e vez para todos.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ética e Moral

Assistindo aos vídeos e fazendo as leituras da interdisciplina de filosofia da educação, vem um questionamento, "O que estamos fazendo uns com os outros?" Para construirmos uma sociedade ética nós como educadores devemos respeitar a particularidade de cada um, ensinar os alunos a reconhecer as diferenças e respeitá-las, como Márcia Tiburi falou no vídeo: "Para fazer uma sociedade ética, um mundo melhor é preciso se dar conta das diferenças de cada indivíduo, pois o que é bom para mim pode não ser para o outro".  Acredito que se todos julgassem menos e respeitassem as diferenças individuais com certeza teríamos um mundo melhor
E como trabalhar a ética em sala de aula? Dando oportunidades para que cada um expresse suas opiniões, e desde cedo os alunos consigam entender e respeitar os diferentes argumentos e posicionamentos de cada indivíduo. Nós educadores também temos que dar exemplos de moral e ética, incentivando os alunos através de nossas atitudes, pois ética é igual a ação e através dessa ação é que mostramos os bons exemplos.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Método Clínico Piagetino

O método clínico piagetiano é uma forma de auxiliar na aprendizagem do aluno e na avaliação do mesmo. Através dos questionamentos que vão sendo feitos ampliamos e complementamos as perguntas de acordo com as respostas dos entrevistados e assim obtemos uma melhor interpretação do que vão dizendo. De acordo com Piaget (1926, p.11) : 
“Saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar”.  

Quando fizemos uma entrevista clínica e  todas as respostas são dadas espontaneamente, sem a criança pensar em responder, ou sem a intervenção de algum adulto, essas respostas são as de maior valor e as que nos interessam conhecer, pois conseguimos avaliar o desenvolvimento e promover a aprendizagem. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A sombra da mangueira

Começo falando da afirmação “as coisas são assim porque não podem ser de outra maneira”, um professor jamais poderá pensar e agir desta maneira, não podemos calar um aluno, temos que deixar que exponha sua opinião, falando sobre o que sabe, sobre a sua leitura do mundo e sobre o que gostaria de aprender e é neste momento que entra a dialogicidade.
A dialogicidade é uma exigência da natureza humana, é comunicação, é vida e o fator de mais vida, precisamos dialogar com nossos alunos e instigá-los a pesquisar, a perguntar, pois através da curiosidade é que aprendemos, não podemos ser autoritários e podar a indagação dos alunos, é preciso sim que tenhamos um respeito mútuo entre os sujeitos que dialogam para que a aprendizagem realmente aconteça.
A curiosidade nos torna seres em permanente busca pelo conhecimento, somos seres inacabados e está curiosidade que nos consome que faz com que realmente aprendemos, nós docentes temos que desafiar a curiosidade, fazendo com que os alunos sempre busquem mais. O aluno que fala sobre o que gostaria de aprender e pesquisa sobre isso com certeza tem uma melhor aprendizagem.

domingo, 15 de outubro de 2017

Aluno e a aprendizagem

Após realizar a leitura do texto "Aprendizagem humana: processo de construção"reafirmei ainda mais as aprendizagens ocorridas durante esta caminhada na faculdade, antes acreditava que os alunos eram uma tábua rasa e que tudo aprendiam na escola, mas toda criança tem sua bagagem de conhecimento e deixar com que os alunos mostrem o que sabem e a partir daí construir um novo conhecimento é muito importante. 
Aprendizagem é sim adquirir ou assimilar um novo conhecimento mas não esquecendo ou apagando aquilo que já sabemos, como diz Paulo Freire: “Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada” (Folha de São Paulo, 31.03.97).
Piaget diz que aprender é criar estruturas de assimilação, com o conhecimento que a criança já tem a escola cria novas oportunidades para assimilar novos conhecimentos e assim aprender a cada dia.

domingo, 1 de outubro de 2017

O perigo de uma história única

Olhando o vídeo de "O perigo de uma história única" pude perceber o quanto rotulamos as crianças ou os lugares mesmo sem sabermos a história completa como diz a palestrante Chimamanda Adichie "A única história cria estereótipos e o problema com estereótipos, não que eles sejam mentiras e sim incompletos. Eles fazem uma história tornar-se a única história." Por isso a importância de conhecermos todos os lados, tentar entender o aluno para que haja um equilíbrio de histórias, e dessa maneira um trabalho melhor.
Devemos começar uma história diferente para termos um resultado diferente, isso também vale para as leituras realizadas em sala de aula, se lermos para nossos alunos só histórias com crianças brancas de olhos azuis, com famílias perfeitas estamos omitindo as outras realidades que também são felizes, mas não como os contos de fada de antigamente. 
Para haver inclusão devemos contar outras histórias com crianças surdas, cegas, com deficiências físicas, para que estas histórias também mostrem o seu lado, como fala a palestrante "Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar ou pessoa, nós conquistamos um tipo de paraíso." 
Este é um repost do 3° semestre, pois este vídeo apareceu novamente e o quanto ele é interessante, desta vez falando sobre questões étnico-raciais, um outro olhar, mas sempre querendo incluir, falando da diversidade, da importância de se conhecer todos os lados, todas as histórias e aceitar a maneira e o ser de cada um.

Trabalhando a diversidade


Esta foi uma prática de grande importância que realizei com meus alunos, temos em nossa turma dois alunos com laudo e o quanto foi e ainda é difícil inserí-los, por isso fiz este projeto para trabalhar as raças e  as diferenças de cada um.

O objetivo principal desta atividade com o livro “Menina bonita do laço de fita” foi porque os alunos vivem pedindo: - Quem tem cor de pele para me emprestar? E eu questiono, qual é a cor da pele que você quer? Pois para eles a única cor de pele que existe é a bem clarinha, nem os negros pintam seus desenhos com a sua cor. Foi muito bom trabalhar com eles, mas percebi que muito ainda precisa ser feito, pois as crianças continuam insistindo em usar cores claras para pintar os desenhos e vejo que não é só na minha turma deste ano, sempre é assim, precisamos trabalhar as raças desde a educação infantil para mudarmos esses conceitos.