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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dar uma "forcinha" ou lutar por igualdade?

Lembrando de uma das aulas com a professora Larisa sobre educação de pessoas com necessidades educacionais especiais lembrei dos vídeos que retratam a realidade dessas pessoas e o quanto achamos elas uns "coitados", muitas vezes as mesmas nem precisam de ajuda e mesmo assim o fizemos o que em alguns casos pode até atrapalhar. Na verdade não temos que tentar ajudar carregando um cadeirante e sim lutar para que tenham rampas de acesso, ruas bem calçadas para que possam se locomover sozinhos, pois ajudar não é dar uma "forcinha" e sim dar oportunidades para que consigam viver independentes. 
Percebo também que está "forcinha" é uma forma de preconceito, pois acreditamos que as pessoas com deficiência são incapazes de fazer, aprender e viver como os ditos "normais".
Lendo o texto "Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação" de Lígia Assumpção Amaral retirei este trecho que define preconceito:
Preconceito: conceito que formamos aprioristicamente, anterior  à nossa experiência. Dois são os comportamentos básicos: uma atitude (predisposições psíquicas favoráveis ou desfavoráveis em relação a algo ou alguém – neste caso, desfavorável) e o desconhecimento concreto e vivencial desse algo ou alguém.Os preconceitos são como filtros de nossa percepção, colorindo o olhar, modulando o ouvir, modelando o tocar... – fazendo com que não percebamos a totalidade do que se encontra à nossa frente. Configuram uma predisposição perceptual.
Estes filtros que atrapalham o nosso ver, que atrapalham o nosso olhar perante aqueles com necessidades diferentes das nossas que faz está sociedade ser puro preconceito.
Vídeo que mostra como uma "forcinha" pode prejudicar um deficiente:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

E como incluir?!

Incluir sem preparar o professor e a escola para receber um aluno com alguma deficiência, transtorno ou outra dificuldade de aprendizagem é algo muito complexo, muitas vezes vivenciei e presenciei na escola em que atuo situações assim, o aluno era matriculado sem informações suficientes a respeito do caso do aluno com laudo, e o professor se percebe meio confuso e sem saber o que fazer, ou o que trabalhar com aquele aluno especifico.
A inclusão ainda acontece de forma mais eficiente na teoria do que na prática, refletindo um pouco sobre os alunos autistas, cada um é de um jeito, cada um tem seus interesses, seu jeito, alguns não demonstram quase interesse nenhum, o que trabalhar com esses alunos, o que fazer para despertar sua atenção e seu interesse, muitas vezes o professor auxiliar demora a chegar para acompanhar esse aluno e a professora titular da turma se vê com a turma e o aluno que necessita de uma atenção especial sozinha nesse impasse, o que fazer? Atender a turma ou ao aluno?
Este impasse de não saber a quem ajudar primeiro aconteceu em minha turma neste ano, muitas vezes me sentia culpada por estar deixando alguém de lado para atender aos outros e até chegar a professora de educação especial e a auxiliar eu realmente não sabia como lidar, pois não conseguia chamar a atenção do aluno e nem fazer com que ele socializasse com a turma, mas com o passar do tempo entendi que a culpa não é de nem de um e nem de outro, pois certamente as coisas vão se acertando aos poucos, com o tempo as necessidades vão sendo apontadas e supridas, as professores vão estudando e se informando a respeito da deficiência de seu aluno procurando o atender da melhor possível, e a inclusão vai acontecendo de alguma forma, o aluno vai se integrando, se adaptando e dando sinais de evolução em sua estada na escola.
Com as leituras e estudos realizados até agora neste semestre acredito que estamos indo no caminho certo da inclusão.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Inclusão

Ao falar sobre os alunos com necessidades educacionais especiais da escola em que trabalho percebo que muitos destes alunos com laudo não conseguem interagir com a turma e nem mesmo socializar, mas estão inseridos como diz a lei. As crianças estão ali e muitas vezes não aprendem nada, pois a maioria dos docentes estão despreparados, a escola não tem profissionais capacitados, pois uma educadora especial não dá conta de atender a todos como seria necessário e ajudar os professores para que realmente incluam os alunos. A lei fala que temos que incluir, mas não dá o suporte necessário para que a inclusão realmente ocorra. Muitas vezes também tem a família que não aceita a necessidade educacional especial do aluno e desta maneira  prejudica ainda mais a aprendizagem do discente. 
Acredito que temos que buscar métodos de integrar estes alunos e fazer com que o tempo que eles estão na escola seja proveitoso, pressionando os nossos superiores para sempre buscar o melhor para os alunos.