quarta-feira, 12 de julho de 2017

Gestão Democrática

Quando penso em gestão democrática vem logo em minha mente a escola em que trabalho há 9 anos, durante todo este tempo houveram muitas mudanças e o melhor é saber que as mudanças foram para o bem, muito ainda precisa ser mudado, acrescentado mas sei que estamos no caminho certo e com os estudos realizados na interdisciplina de organização do ensino fundamental pesquisei mais para ter a certeza do que ainda precisa ser feito.
A gestão democrática pressupõe a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar – pais, professores, estudantes e funcionários – em todos os aspectos da organização da escola. Esta participação incide diretamente nas mais diferentes etapas da gestão escolar (planejamento, implementação e avaliação) seja no que diz respeito à construção do projeto e processos pedagógicos quanto às questões de natureza burocrática.
Essa perspectiva de gestão está amplamente amparada pela legislação brasileira. A Constituição Federal de 1988 aponta a gestão democrática como um dos princípios para a educação brasileira e ela é regulamentada por leis complementares como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Plano Nacional da Educação, em sua meta 19.
É fundamental compreender a questão da gestão democrática para além do seu aspecto conceitual. Não se trata apenas de uma concepção de sociedade que prima pela democracia como princípio fundamental, mas do entendimento de que a democratização da gestão é condição estruturante para a qualidade e efetividade da educação, na medida em que possibilita que a escola crie vínculos com a comunidade onde está inserida, paute seu currículo na realidade local – conferindo sentido a proposta pedagógica – e envolva os diferentes agentes em uma proposta corresponsabilidade pela aprendizagem e desenvolvimentos dos estudantes.
Para que a gestão democrática aconteça é fundamental criar processos e instâncias deliberativas que a viabilizem. Nessa perspectiva, o modelo tradicional de organização da escola ainda é um grande obstáculo, conferindo ao diretor ou equipe diretiva as prerrogativas de decisão sobre a escola, e sua comunidade.
Mesmo com a existência de legislações que amparem a construção de uma gestão descentralizada, é preciso que a própria instituição escolar transforme sua cultura na perspectiva do diálogo igualitário, da horizontalidade e do equilíbrio entre as forças que compõem a comunidade escolar.
Depois da pesquisa conclui que estamos andando devagar neste caminho, mas que estamos certos rumo a gestão democrática.
Fonte: http://educacaointegral.org.br/glossario/gestao-democratica/

Pais X Escola

Um dos questionamentos feitos na interdisciplina de organização do ensino fundamental foi "Quais as estratégias utilizas para contar com a participação dos pais na escola?"
Convido os pais a participarem da vida escolar dos filhos, mostrando a importância dos mesmos na aprendizagem, com atividades extracurriculares que envolvam a participação de todos da família, e pesquisando sobre este assunto de como trazer os pais para a escola achei está pesquisa feita em Rondônia com alguns pais:
      A participação dos pais no cotidiano escolar dos filhos é um fator determinante para o desempenho do aluno na escola, tornando a família a instituição importante no processo ensino-aprendizagem.  Bhering e Siraj-Blatchford (1999) destacam que a participação de pais na escola não só colabora com o processo escolar, como também na melhoria do ambiente familiar, provocando uma melhor compreensão do processo de crescimento e aprimoramento das reações.
A parceria entre família e escola é essencial para o crescimento da pessoa, pois essas duas instituições são responsáveis por preparar o indivíduo para atuar na sociedade. Desta maneira, esse item apresentar-se sobre a participação dos pais no cotidiano escolar.
De acordo com Rocha e Macedo (2002), o envolvimento dos pais nas escolas gera efeitos positivos nos pais e nos professores, nas escolas e na sociedade. Os pais que contribuem frequentemente com a escola permanecem mais motivados para se submergirem nos processos atualização profissionais e assim, aperfeiçoam a sua autoestima como pais.    
A família exerce o principal papel na modificação da conduta dos filhos no meio social. É nela que a criança adquire conhecimentos para se adaptar em diferentes meios, independentemente da cultura e das regras impostas, pois a família é responsável por educar os indivíduos para viver em sociedade.
Segundo Guzzo e Tizzei (2007, p. 42), "A família representa um ambiente extremamente importante para o desenvolvimento da criança, porque é o primeiro sistema em que o ser humano se insere na sociedade, por meio do qual começa a estabelecer seu vínculo com o mundo". 
Conforme Rubinstein (2003), a aprendizagem proporcionada pela escola não compreende apenas o conhecimento social, mas também valores e ideais. A escola é o lugar onde ocorre a continuidade dos princípios familiares. Assim, a escola permanece encarregada de receber e orientar o aluno em complementação à educação da família, para que possa se acomodar no meio, da melhor forma possível.
De acordo com Cardoso (2009), o papel da escola encontra-se alicerçado nas questões relacionais, sociais, nas capacidades cognitivas, na habilidade de lidar com o novo. Por isso, compete à escola tornar o indivíduo um cidadão capaz de exercer a sua cidadania, bem como reconhecer seus direitos e deveres.
Sendo assim, família e escola devem educar como equipe para propiciar ao sujeito em desenvolvimento maior segurança para enfrentar as dificuldades que são impostas pela sociedade. Desta maneira, entende-se que tanto o acompanhamento familiar interfere no desempenho da criança no contexto escolar e vice-versa. Por este motivo faz-se necessário trazer como referencial teórico neste artigo a discussão sobre a participação dos pais/ Cuidadores  na escola.   
A participação de pais na vida escolar dos filhos é reconhecida por muitos professores como um fator importante para o rendimento do aluno em sala de aula, influenciando, portanto no desempenho das atividades educativas. Para Bastos (2001, p. 66), a escola apresenta a preocupação de levar o conhecimento científico ao aluno, dando continuidade e complementando a educação familiar. Para isto, preocupa-se como conseguir a adesão da família nas atividades escolares.
Fonte: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/a-participacao-dos-pais-no-processo-de-escolarizacao-dos-filhos © Psicologado.com

Gestão Democrática ou Patrimonialista

Gestão democrática ACESSO DA COMUNIDADE ESCOLAR ÀS DECISÕES NA GESTÃO DA ESCOLA
Gestão patrimonialista CRITÉRIOS PESSOAIS E/OU PARTICULARISTAS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA

Estes dois indicadores são incompatíveis porque na gestão democrática a escola convida a comunidade escolar a participar de todos os acontecimentos da escola, como por exemplo: na montagem do PPP, do regimento escolar, nas festividades da escola (sugerem como investir o dinheiro arrecadado através do APM) e na gestão patrimonialista a direção toma as decisões e comunica aos pais e funcionários, a comunidade nesse tipo de gestão não tem voz ativa, não opina em nenhuma decisão a ser tomada.

Mapas Conceituais

Um mapa conceitual possui diversas utilidades práticas, destacando-se a avaliação da consolidação de um conhecimento adquirido pelo educando, não estando, portanto, mais próximo da apresentação de um conhecimento novo a este educando.
Assim, a utilização de um mapa conceitual como um método avaliativo, trata-se de uma técnica não tradicional e qualitativa, que busca observar como o aluno estrutura, organiza, hierarquiza, integra e relaciona conceitos de certa unidade de estudo, procurando obter evidências de aprendizagem significativa. Deve ser utilizado preferivelmente quando os alunos já possuem certa familiaridade com o conteúdo. Assim, os mapas de conceitos são bons instrumentos para representar a estrutura cognitiva do aluno, averiguando além dos subsunçores já existentes, as mudanças que ocorrem na estrutura cognitiva durante a instrução (MOREIRA, M. A. 1980)
Como é importante o uso do mapa conceitual para aprendizagem dos alunos, num primeiro momento me questionei sobre o por quê do uso de mais está ferramenta, mas depois de utilizá-la com os alunos consegui entender bem a dimensão da mesma.

Projetos de Aprendizagens

Trabalhar com os projetos de aprendizagens com os pequenos foi um grande desafio, mas mesmo tendo algumas dificuldades conseguimos realizar um bom trabalho. 
Nossa questão de investigação foi sobre as corujas que moram na nossa escola. Por serem crianças entre 4 e 5 anos foi fácil escolher um tema para ser investigado, pois são muitos curiosos.
Trabalhamos através de entrevistas feitas com funcionários da escola e com a professora Elizabeth que fez uma pesquisa mais profunda sobre as corujas-buraqueiras que escolheram a EMEI Tio Moisés para fazerem sua morada.
Com este trabalho, que foi desenvolvido pelos alunos a aprendizagem ocorreu de maneira prazerosa e todos querem responder quando é feito algum questionamento sobre as corujas que moram em nossa escola.
Definido por Hernández (1998) como "Projetos de Trabalho”, os projetos de aprendizagem oportunizam uma maior interação entre professor e aluno, visto que constrói um universo de ações diversificadas que permitem a participação ativa do aluno. Ao longo do trabalho por projetos, o professor desempenha o papel de mediador. Nesse sentido, sua postura de detentor único do saber não existe mais...” 
Através dos projetos de pesquisa os alunos não são apenas aprendizes, se tornam os solucionadores da questão da pesquisa, os mesmo decidem como vão aprender, dão suas opiniões, falam de sua bagagem cultural  e desta maneira o professor e a escola ficam mais próximos da realidade do aluno.

domingo, 25 de junho de 2017

Gestão da Educação

Pesquisando sobre a interdisciplina de Organização e Gestão da Educação encontrei um trabalho que foi publicado na revista Trabalho e Educação que se encaixa perfeitamente na situação em que estamos vivendo, a busca pela educação. Retirei um trecho desse trabalho onde fala da importância de conhecer o local onde trabalhamos para podermos assim oferecer está educação a todos. 
"Os problemas educacionais devem ser mapeados em cada bairro, em cada município e em cada estado para serem resolvidos, do ponto de vista da intervenção dos gestores públicos. Eles devem ser encarados como situações a serem vencidas por ações políticas deliberadamente tomadas pelo poder público. Consolidar direitos efetivos no município para todos implica buscar soluções para esses problemas por meio de políticas públicas que chamem à participação todos os cidadãos (FREIRE, 2000). 
Há que se reconhecer também que, a despeito da alta expectativa da população em relação a obter escolarização, em muitos locais há famílias que não conseguem priorizar a escola para todos os seus integrantes. Isto se deve às condições adversas de sobrevivência em que muitas delas estão submetidas. As políticas públicas para a educação podem e devem superar os impasses educacionais, sem contudo produzir a ilusão de que a educação é o paliativo para todos os males sociais. Para tanto, é estratégico e fundamental procurar integrar iniciativas das três esferas governamentais e estimular a participação da sociedade na análise dos problemas, na decisão de propostas e na implementação de ações. 
Assim, a prioridade dos gestores comprometidos com o fortalecimento da cidadania deve ser investir todos os meios na produção da educação. A escola, sem dúvida, deve ser o centro de suas ações. Todavia, não se pode negligenciar outros espaços públicos educativos, como as atividades culturais e de lazer, as manifestações artísticas da comunidade, que devem ser incentivadas e, sobretudo, fazer da escola um lugar de convergência da comunidade e da melhoria da vida de todos."
Acredito que nesta sociedade multicultural, tecnológica e cheia de problemas educacionais possamos conviver com as diferenças de maneira natural, sem distinção, aprendendo com todos, dando aulas que envolvam a realidade dos alunos e da comunidade que os rodeiam, mas para que isso aconteça o professor deve estar em constante aprendizado para poder questionar os métodos de ensino da escola em que trabalha e os métodos de formação que lhe são empregados.

domingo, 18 de junho de 2017

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Muitas vezes paro para pensar sobre as minhas aprendizagens na faculdade, sobre aquela aprendizagem que deu o "estalo" e dizer essa aprendizagem vai para o blog, mas quando penso nisso me sinto tão incapaz por nunca saber o que escrever, estou no 5º semestre e tudo o que escrevi até hoje parece não fazer sentido. Pior do que não ter sentido o que eu escrevo é achar que fiz um bom texto ou uma boa postagem e ninguém falar nada ou dizer que está ruim, pois tudo o que faço está sempre ruim, o que estou fazendo aqui??? O que estou escrevendo??? Por que o que faço nunca agrada ou rende elogios??? E no meio de todas essas indagações continuo sem saber o que escrever, sem usar belas palavras, sem fazer um texto de três folhas no que poderia ter sido dito em meia folha, tenho esperança de mudar, de conseguir ser elogiada pelo meu trabalho, mas me sinto perdida...
A única coisa que posso dizer é que as aprendizagens que tive estão sendo aplicadas em sala de aula mesmo não conseguindo descrevê-las e dessa continuo seguindo em busca do melhor, do meu melhor.